Os desafios da indisciplina em sala de aula e na escola. |
|
|
| Celso dos S. Vasconcellos |
Nos últimos tempos, os problemas
de indisciplina em sala de aula têm se agravado.
Diversos são os motivos, o que exige reflexão
e busca de soluções.
Nesse texto, o autor expõe aspectos importantes para pensarmos a questão da disciplina na escola. Segundo ele, será a partir da reflexão do professor sobre a sua prática, e uma possível mudança na sua forma de atuar, que se poderão transformar os comportamentos na escola. O autor apresenta uma série de sugestões e caminhos interessantes que podem orientar esse percurso de reflexão e mudança. |
" Acreditamos profundamente no professor; hoje ele
pode ter um papel revolucionário (ainda que correndo
o risco, ao afirmarmos isto, de sermos chamados de 'jurássicos',
de utópicos). Esta onda neoliberal, que está
aí quebrando todas as esperanças, tem muitos
interesses não explicitados. O professor lida sim com
a esperança, com a utopia; isto faz parte da essência
do seu próprio trabalho."
"Sem autoridade não se faz educação; o aluno precisa dela, seja para se orientar, seja para poder opor-se (o conflito com a autoridade é normal, especialmente no adolescente), no processo de constituição de sua personalidade. O que se critica é o autoritarismo, que é a negação da verdadeira autoridade, pois se baseia na coisificação, na domesticação do outro."
"Sentimos necessidade de apontar para a mudança de enfoque: em vez de culpa, é preciso falarmos de responsabilidade. A culpa, por ser de 'fora para dentro', leva ao julgamento e à atitude de defesa, de transferência, de procurar jogar novamente para fora, buscando outro culpado; a preocupação maior acaba ficando em achar o culpado e não em resolver o problema. A responsabilidade, por ser algo mais de 'dentro para fora', chama para a ação, para o compromisso com a superação."
Publicação:
Série Idéias n. 28. São Paulo: FDE, 1997"Sem autoridade não se faz educação; o aluno precisa dela, seja para se orientar, seja para poder opor-se (o conflito com a autoridade é normal, especialmente no adolescente), no processo de constituição de sua personalidade. O que se critica é o autoritarismo, que é a negação da verdadeira autoridade, pois se baseia na coisificação, na domesticação do outro."
"Sentimos necessidade de apontar para a mudança de enfoque: em vez de culpa, é preciso falarmos de responsabilidade. A culpa, por ser de 'fora para dentro', leva ao julgamento e à atitude de defesa, de transferência, de procurar jogar novamente para fora, buscando outro culpado; a preocupação maior acaba ficando em achar o culpado e não em resolver o problema. A responsabilidade, por ser algo mais de 'dentro para fora', chama para a ação, para o compromisso com a superação."
Páginas: 227-252
Se quizer ler o texto na integra acesse: http://www.crmariocovas.sp.gov.br/amb_a.php?t=014
Nenhum comentário:
Postar um comentário